Live Nation operou como um monopólio ilegal
Um júri nos Estados Unidos concluiu que a Live Nation operou como um monopólio ilegal no mercado de música ao vivo, violando leis antitruste federais e estaduais. O veredito veio após um julgamento de sete semanas, seguido por quatro dias de deliberação. A empresa, que também controla a Ticketmaster, sendo ambas parte do mesmo grupo dentro da Live Nation Entertainment, já havia negado anteriormente qualquer prática anticompetitiva.
As penalidades ainda não foram definidas e devem ser anunciadas posteriormente. Entre as possibilidades estão desde multas financeiras até medidas mais severas, como a separação entre Live Nation e Ticketmaster. A decisão do júri acontece mesmo após um acordo preliminar recente, que previa a venda de 13 anfiteatros, a limitação de contratos de exclusividade a quatro anos e a abertura da plataforma da Ticketmaster para concorrentes como SeatGeek e Eventbrite. Parte dos estados envolvidos considerou essas medidas insuficientes e optou por continuar com o processo.
Durante o julgamento, vieram a público mensagens internas de executivos da empresa discutindo preços elevados e fazendo comentários depreciativos sobre consumidores, o que acabou reforçando a argumentação apresentada pelos autores da ação.
Atualmente, a Live Nation controla mais de 265 casas de shows na América do Norte, incluindo mais de 60% dos 100 maiores anfiteatros dos Estados Unidos. Já a Ticketmaster é responsável por cerca de 80% da venda de ingressos em grandes venues, números que estiveram no centro da discussão sobre concentração de mercado ao longo de todo o processo.
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